SÃO LUÍS, MA

1981

Thiago Martins de Melo

Thiago Martins de Melo é artista visual e mestre em Psicologia. Seu trabalho se desenvolve por meio da pintura, do desenho, da escultura, da instalação, da gravura e de animações audiovisuais. Sua linguagem visual conjuga diferentes meios em composições visualmente densas e com ênfase na materialidade da pintura. Valendo-se da prática pictórica como ponto de partida, suas telas ou objetos — normalmente de grandes dimensões — narram batalhas, rituais sincréticos e epifanias metafísicas, aproximando-se do gênero da pintura histórica e da colagem. Ao transitar entre técnicas expressionistas, surrealistas e realistas, seus trabalhos incorporam volume, objetos de combate, produtos de circulação em massa e imagens em movimento. O artista compõe, desse modo, um esquema metanarrativo no qual são retratados episódios de lutas anticoloniais com referências à indústria cultural e à história da arte. O brutalismo dos seus gestos condensa técnicas e visualidades distintas, tornando opaca a percepção imediata das figuras e cenas míticas em prol de uma experiência sensorial marcada por uma forte carga enérgica.

Com ampla projeção nacional e internacional, realizou exposições individuais como “Cosmogonia Colérica” (2025, Fundação da Memória Republicana Brasileira/Convento das Mercês e Chão SLZ, São Luís), “Revoluciones en Relieve: Nuevas Obras de Thiago Martins de Melo” (2024, Museo Nacional de Bellas Artes/Arte Universal, Havana), “Resistência” (2023, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre), “Necrobrasiliana” (2019, Museu Nacional da República, Brasília) e “Bárbara balaclava” (2016, Fundação Joaquim Nabuco, Recife). Participou de mostras coletivas, bienais e trienais, como “Amazônia Açu” (2025, Americas Society, Nova York), “1ª Bienal das Amazônias” (2023, Belém, São Luís e Medellín), “8ª Borås Art Biennial” (2024, Borås Art Museum, Suécia), “38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus” (2024, MAM São Paulo), “3ª Frestas — Trienal de Artes: O rio é uma serpente” (2021, Sesc Sorocaba), “31ª Bienal de São Paulo” (2014, São Paulo) e “12ª Bienal de Lyon” (2013, Lyon). Suas obras integram coleções como ARoS Aarhus Kunstmuseum, Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Institute of Contemporary Art Miami, Ilmin Museum of Art, MASP, Pinacoteca de São Paulo, MAC USP, MAM Rio, Pérez Art Museum Miami, Rubell Museum e TBA21 — Thyssen-Bornemisza Art Contemporary. Foi finalista do Prêmio PIPA em 2014 e indicado ao prêmio em 2011, 2012, 2016 e 2018; recebeu o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea em 2011, o Prêmio Aquisição Arte Pará em 2009 e o Grande Prêmio Arte Pará em 2008.