SÃO LUÍS, MA

1999

Tassila Custodes

O trabalho de Tassila Custodes, também conhecida pelo nome ioruba Emi Ajé Dudu — que significa "o sopro do espírito preto"—, nasce no cruzamento de expressões estéticas com ancestralidade e território. A partir das tradições de matriz africana e de sua conexão com o Terecô — religião afro-brasileira do Maranhão —, suas criações lidam com arquétipos e processos espirituais presentes nos terreiros. Na busca pela expansão da consciência, a artista elabora traumas históricos e invoca a cura espiritual por meio de um olhar afrocentrado e autoral, dando à luz imagens com alta carga simbólica que transliteram vivências cotidianas, pertencimento cultural e experiências místicas.

Participou da exposição em dupla “A onda é o caminho do vento”, com Silvana Mendes (2026, Centro Cultural Vale Maranhão, São Luís, Brasil). Também integrou mostras coletivas e outros projetos, como: “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil” (2024–2025, MAB FAAP, São Paulo, Brasil); “Identidades” (Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão, São Luís, Brasil); e “Bestiários” (São Luís, Brasil). Foi indicada ao Prêmio PIPA em 2026 e conquistou o primeiro lugar no 14º Salão de Artes Visuais — Coletiva de Maio, em 2025.