SÃO LUÍS, MA
1991
Silvana Mendes
Silvana Mendes iniciou sua trajetória nas ruas, utilizando o lambe-lambe e o muralismo como ferramentas de uma didática artística descolonizadora. Sua pesquisa expandiu-se para a colagem digital e a "afetocolagem", onde investiga narrativas raciais e busca desconstruir as visualidades negativas historicamente impostas aos corpos negros. Ao recortar representações de arquivos e inseri-las em cenários de flores e paisagens bucólicas, a artista retira essas figuras da semiótica da subalternização para propor novas possibilidades de existência e beleza. Seu trabalho possui uma forte carga autobiográfica, utilizando a fotografia como ferramenta de escuta e resgate de memórias familiares, preenchendo lacunas de apagamentos históricos através da imaginação e do afeto.



























Realizou as individuais Libertadores Brasileiros (Sesc MA, 2021) e Solo Silvana Mendes Arpa (São Paulo, 2023). Participou das coletivas Carolina Maria de Jesus (IMS, 2021), Quilombo (Inhotim, 2023) e da Bienal do Cairo (2023). Foi indicada ao Prêmio PIPA em 2023 e 2025.