SÃO LUÍS, MA

1991

Silvana Mendes

Silvana Mendes desenvolve sua prática a partir de pesquisas ligadas às questões raciais, ao território, às políticas de afirmação e à desconstrução de visualidades negativas impostas aos corpos negros. Ao explorar e reconfigurar o arquivo colonial, a artista recorta imagens de pessoas negras e as insere em cenários vibrantes e suntuosos, retirando essas figuras da semiótica da subalternização para propor novas possibilidades existenciais. Seu trabalho possui uma forte carga autobiográfica, utilizando a colagem e a pintura como ferramentas de escuta e resgate de memórias familiares e ancestrais, preenchendo lacunas de apagamentos históricos por meio da imaginação política e da reinvenção afetiva.

Suas exposições individuais incluem: “Libertadores Brasileiros” (2021, Sesc Maranhão, São Luís, Brasil); e “Ocupação Trapiche #07, Divina Presença” (2018, São Luís, Brasil). Participou da exposição em dupla “A onda é o caminho do vento”, com Tassila Custodes (2026, Centro Cultural Vale Maranhão, São Luís, Brasil). Também integrou mostras coletivas, bienais e outros projetos, como: “Ladino-Amefricanas” (2025, Sesc Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil); “Artistas do vestir: uma costura dos afetos” (2024, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil); “Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira” (2023–2024, CCBB-SP, São Paulo, Brasil); “Something Else — Bienal do Cairo” (2023, Cairo, Egito); “Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro” (2023, Sesc Belenzinho, São Paulo, Brasil); “Quilombo: vida, problemas e aspirações do negro” (2023, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil); “Um defeito de cor” (2023, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil); e “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” (2022, Instituto Moreira Salles e Sesc Sorocaba, São Paulo e Sorocaba, Brasil). Foi indicada ao Prêmio PIPA em 2023 e 2025, recebeu menção honrosa na 13ª edição do Prix Photo Aliança Francesa e venceu o primeiro lugar na 14ª edição do prêmio, em 2025.