PIO XII, MA
1982
Marcone Moreira
Marcone Moreira trabalha desde os anos 1990 com materiais gastos pelo tempo, impregnados de significado. Resgata fragmentos de embarcações, carrocerias de caminhão, ferramentas de trabalho e objetos descartados nas ruas de Marabá. Estes restos são apropriados e ressignificados — não apagados, mas transformados. As marcas do tempo que as superfícies carregam — ferrugem, desgaste, manchas, tinta antiga — viram protagonistas da obra. Através de pintura, escultura, vídeo, objeto, fotografia e instalação, estabelece procedimentos de apropriação e justaposição que criam novas significações. Vive em Marabá (PA), cidade na confluência de dois rios, da Transamazônica e da ferrovia Carajás. Esta geografia de cruzamentos e intensa movimentação de pessoas e cargas estrutura sua criação.















Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça (FUNARTE, 2010) e foi indicado ao Prêmio PIPA em cinco edições (2012, 2013, 2014, 2016 e 2018). Realizou as individuais "Territórios Líquidos" (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2015), "Conjunção" (Galeria Bergamin & Gomide, São Paulo, 2020) e "Entre Ruínas: o mundo em trânsito de Marcone Moreira" (Caixa Cultural São Paulo, 2025). Suas obras integram os acervos do MAR, MAM Rio, Museu de Arte Moderna da Bahia e Fundação Clóvis Salgado.