PIO XII, MA

1982

Marcone Moreira

Marcone Moreira iniciou suas experimentações artísticas no final da década de 1990, e desde então sua obra tem se expandido numa pesquisa contínua sobre as relações entre materialidade e fenômenos socioculturais, abrangendo diversas linguagens, como desenho, pintura, escultura, vídeo, objeto, fotografia e instalação. Seu trabalho nasce da conexão com a memória dos materiais, investigando a experiência física e os significados culturalmente construídos. As marcas do tempo que as superfícies carregam — camadas de tinta, desgaste, ferrugem e manchas — são pontos de partida para composições que abordam as questões espirituais, sociais e formais impregnadas nesses resíduos. Por meio de processos de reconfiguração, o artista confere aos elementos encontrados novos rumos que reverenciam sua condição original ao passo que inventam uma geometria própria, experimentando outras formas de existência no mundo.

Suas exposições individuais incluem: “Territórios Líquidos” (2015, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil); “Conjunção” (2020, Galeria Bergamin & Gomide, São Paulo, Brasil); e “Entre Ruínas: o mundo em trânsito de Marcone Moreira” (2025–2026, Caixa Cultural São Paulo, São Paulo, Brasil). Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça — FUNARTE em 2010 e foi indicado ao Prêmio PIPA em cinco edições, em 2012, 2013, 2014, 2016 e 2018. Suas obras integram os acervos do Museu de Arte do Rio — MAR, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro — MAM Rio, do Museu de Arte Moderna da Bahia e da Fundação Clóvis Salgado.