SÃO LUÍS, MA
1957
Márcio Vasconcelos
Márcio Vasconcellos transita entre a fotografia documental e a pesquisa antropológica para construir imagens que celebram a riqueza e a profundidade de culturas afro-brasileiras e populares do Norte e Nordeste do Brasil. Seu trabalho é marcado por processos de imersão, como a jornada que realizou ao Benin para investigar as conexões entre terreiros africanos e o Tambor de Mina maranhense. Em suas fotografias, ritos, corpos, vestimentas, gestos e espaços sagrados aparecem com uma atenção e um cuidado que ultrapassam o registro etnográfico, articulando presença, memória e pertencimento. Ao articular culturas imemoriais com fenômenos contemporâneos, bem como a investigação de campo com a expressão autoral, o artista transforma a imagem fotográfica em um campo vivo em que fluem práticas espirituais, memórias coletivas e vínculos comunitários.


















É autor dos livros “Arte nas Mãos: Mestres Artesãos Maranhenses” (2007, Sebrae), “Nagon Abioton: um estudo fotográfico e histórico sobre a Casa de Nagô” (2009, Programa Petrobras Cultural), “Zeladores de Voduns: do Benin ao Maranhão” (2016, Editora Pitomba), “Na Trilha do Cangaço: o sertão que Lampião pisou” (2016, Vento Leste Editora), “Visões de um Poema Sujo” (2017, Vento Leste Editora) e “Bumba meu boi do Maranhão” (2021, edição do autor). Participou de mostras coletivas e outros projetos, como: “Histórias brasileiras” (2022, MASP, São Paulo, Brasil); e “Um Defeito de Cor” (2022–2025, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, Salvador; e Sesc Pinheiros, São Paulo, Brasil). Recebeu o 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras da Fundação Cultural Palmares/Petrobras por “Zeladores de Voduns: do Benin ao Maranhão”, além do XI, XIV e XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia por “Na Trilha do Cangaço: o sertão que Lampião pisou”, “Visões de um Poema Sujo” e “Bumba meu boi do Maranhão”, respectivamente. Suas obras integram acervos como os do Museu Afro Brasil, em São Paulo; Museu do Pontal, no Rio de Janeiro; Museu de Arte de São Paulo — MASP; e Museu de Arte do Rio — MAR.