SÃO LUÍS, MA

1939

Luís Carlos Lima

Luís Carlos Lima iniciou sua produção na década de 1960, percorrendo a pintura e a tapeçaria antes de se fixar na escultura. Sua prática escultórica — marcada por um forte traço estilístico — sintetiza as estruturas de frutos, favas e sementes em volumes táteis, como modo de investigar a sensualidade e o magnetismo de formas orgânicas. Por meio do uso da argila, resina, serragem de madeira, pigmentos naturais e cera de carnaúba, suas peças preservam a suntuosidade dos elementos vegetais, adicionando uma leitura singular que incorpora diferentes matrizes estéticas, remetendo tanto às práticas ancestrais quanto a certas escolas artísticas, como o Surrealismo e a Art Déco. O artista estabelece, assim, um diálogo profundo entre natureza e cultura, resultando em talismãs que incorporam a um só tempo o elemento orgânico e a prática visionária.

Participou ativamente dos movimentos de renovação artística no Maranhão entre as décadas de 1960 e 1970, período em que recebeu importantes premiações em salões estaduais. Foi contemplado com o Prêmio Cidade de São Luís em 1970, obteve Menção Honrosa no “III Salão da Polícia Militar do Estado da Guanabara” em 1975 e recebeu o Prêmio Aquisição no “II Salão de Arte Maranhense” em 1978, ano em que também expôs no Rio de Janeiro pelo projeto “Arco-Íris”. Suas obras integram acervos públicos e coleções particulares no Maranhão, incluindo o Museu de Artes Visuais, o Palácio do Governo e a Prefeitura Municipal de São Luís.