PINHEIRO, MA

1985

Dinho Araújo

Dinho Araújo pesquisa as relações entre raça e história por meio de máscaras, performance e fotografia expandida. Sua produção utiliza as caretas de couro e de pano — referências às brincadeiras do Bumba meu Boi maranhense — como dispositivos de encruzilhada que invocam presenças e propõem encontros no espaço. As obras articulam a geometria das formas e o contraste entre o vermelho e o preto para evocar movimentos de insurgência e resistência histórica. Dinho transpõe a mística das matanças do Boi para o contexto contemporâneo, aproximando a visualidade da festa aos processos de sobrevivência em mocambos e quilombos. A careta funciona como um lugar de passagem entre o visível e o encantado, situando-se entre a marronagem e o rito. 

Participou das exposições coletivas "Um Defeito de Cor" (Museu de Arte do Rio, 2022; Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira, Salvador, 2023; Sesc Pinheiros, 2025), "Nordeste expandido: estratégias de (re)existência" (Banco do Nordeste Cultural, 2023–2025) e "Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" (Sesc Vila Mariana, 2024). Sua individual "História dos animais e árvores" foi apresentada no 33º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo em 2024. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2021. Seu trabalho integra a coleção do Museu do Pontal (Rio de Janeiro). É gestor do Chão SLZ e do Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem (NUPPI).